Redução do metano na pecuária: caminhos para emissões mais
A pecuária responde por quase 92% das emissões de metano do agro brasileiro, segundo estudo recente. Estratégias como aprimoramento genético, manejo de pastagens e adoção de aditivos alimentares são apontadas como caminhos para redução das emissões. O tema é fundamental para manter a competitividade do Brasil em mercados internacionais exigentes.
Por Monica Delgado · 01 de set. de 2026, 09:31

O setor pecuário brasileiro é responsável por uma parcela expressiva das emissões de gases de efeito estufa no país, em especial do metano. De acordo com um levantamento recente, cerca de 92% de todo o metano proveniente da agropecuária no Brasil é resultado direto do processo digestivo dos animais, mais precisamente da fermentação entérica em bovinos.
Esse dado reforça o peso da pecuária nas discussões sobre sustentabilidade e mudanças climáticas, colocando o Brasil em posição de destaque mundial, tanto em produtividade quanto em responsabilidade ambiental. A busca por alternativas para reduzir esse impacto está no centro dos debates do setor.
Como o metano é gerado na pecuária?
O metano, gás com potencial de aquecimento global superior ao dióxido de carbono, é liberado principalmente durante a digestão dos bovinos. A chamada fermentação entérica ocorre no rúmen dos animais, onde a decomposição de alimentos por microorganismos acaba liberando esse gás para a atmosfera. Outras fontes, como manejo de dejetos e queima de pastagens, têm menor participação.
Estudos sugerem que estratégias de manejo podem mitigar significativamente essa emissão. Entre as soluções estão:
- Adoção de raças e linhagens animais mais eficientes em conversão alimentar
- Uso de dietas balanceadas e suplementos para inibir a produção de metano no rúmen
- Recuperação e manejo adequado de pastagens para otimizar o ganho de peso por área
- Gestão aprimorada dos resíduos animais
Inovações e práticas para reduzir emissões
A pesquisa aponta que aumentar a produtividade por animal é um caminho eficaz para diminuir a intensidade das emissões, ou seja, menos metano por quilo de carne produzida. Investimentos em genética, bem-estar animal e nutrição são fundamentais para esse avanço.
Além disso, o manejo integrado de pastagens com sistemas de plantio direto e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) colabora para a captura de carbono no solo, compensando parte das emissões. O uso de aditivos alimentares, como taninos e óleos essenciais, também ganha espaço no combate ao metano entérico.
Por que isso importa
O Brasil, por ser um dos maiores exportadores de carne bovina do planeta, sofre forte pressão de países compradores e entidades ambientais por práticas mais limpas. Reduzir a emissão de metano não só atende a compromissos internacionais, como também diferencia a produção nacional, agregando valor ao produto e abrindo mercados premium.
Além disso, a adoção de práticas mais sustentáveis na pecuária contribui para a resiliência do setor às mudanças climáticas, garantindo maior estabilidade na produtividade e evitando restrições comerciais futuras ligadas a exigências ambientais.
O que vem a seguir
Especialistas defendem a necessidade de políticas públicas voltadas à disseminação de inovações agropecuárias e incentivo à recuperação de áreas degradadas. O engajamento em programas de certificação e rastreabilidade ambiental também ajuda a garantir transparência das ações.
O caminho para uma pecuária menos emissora de metano passa por tecnologia, gestão eficiente e participação ativa dos produtores. A expectativa é de que novos estudos e investimentos acelerem esse processo rumo a sistemas produtivos mais equilibrados e responsáveis.
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!Emissão de metano na pecuária
Por que a pecuária é responsável por tanto metano? A fermentação entérica no rúmen dos bovinos libera grandes quantidades de metano, representando 92% das emissões do agro brasileiro.
O que pode ser feito para reduzir as emissões de metano na pecuária? Estratégias envolvem genética, nutrição balanceada, recuperação de pastagens e uso de aditivos alimentares que reduzem a produção de metano.
Quais os benefícios de controlar o metano na pecuária brasileira? Além de cumprir compromissos internacionais, reduzir o metano aumenta a competitividade e acesso a mercados que exigem produção mais sustentável.
O setor pecuário brasileiro é responsável por uma parcela expressiva das emissões de gases de efeito estufa no país, em especial do metano. De acordo com um levantamento recente, cerca de 92% de todo o metano proveniente da agropecuária no Brasil é resultado direto do processo digestivo dos animais, mais precisamente da fermentação entérica em bovinos. No contexto brasileiro, metano permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já foi publicado, o leitor encontra aqui o essencial para se posicionar com informação verificável. No contexto brasileiro, metano permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão,
A pecuária responde por quase 92% das emissões de metano do agro brasileiro, segundo estudo recente. Estratégias como aprimoramento genético, manejo de pastagens e adoção de aditivos alimentares são apontadas como caminhos para redução das emissões. O tema é fundamental para manter a competitividade do Brasil em mercados internacionais exigentes. No contexto brasileiro, metano permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já foi publicado, o leitor encontra aqui o essencial para se posicionar com informação verificável. No contexto brasileiro, metano permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento
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