Produtoras de Jogos que Ignoraram o Steam e Se Danyaram
O artigo analisa seis produtoras de jogos que tentaram vender seus produtos fora da plataforma Steam e enfrentaram sérios problemas financeiros e de visibilidade, resultando em prejuízos significativos.
Por Miguel Ángel Díaz · 09 de ago. de 2026, 07:45
Introdução
O Steam, plataforma de distribuição digital de jogos para PC, continua sendo a escolha preferida de muitos gamers. Com uma base de usuários imensa, é difícil para estúdios menores ou mesmo grandes produtoras ignorar a influência da Valve. No entanto, algumas empresas tentaram se desvincular do Steam, buscando alternativas que acabaram resultando em fracassos estrondosos. Neste artigo, analisaremos seis dessas produtoras que enfrentaram sérios problemas financeiros e de visibilidade ao optar por não publicar seus jogos no Steam.
1. Remedy Entertainment
A Remedy, conhecida por seu título aclamado pela crítica, Alan Wake 2, enfrentou dificuldades no mercado ao optar pela exclusividade com a Epic Games Store. Embora o jogo tenha sido bem recebido, a decisão de não lançar no Steam limitou seu alcance. Após meses de espera, a Remedy levou quase um ano para recuperar seus custos de produção, resultando em prejuízos significativos para a empresa. A lição aqui é clara: mesmo um jogo de qualidade pode falhar sem a visibilidade adequada.
2. Ubisoft
A Ubisoft fez a transição do Steam para a Epic Games Store, abandonando lançamentos como The Division 2 e Assassin's Creed Valhalla em busca de melhores margens de lucro. No entanto, a estratégia não se mostrou eficaz e as vendas estagnaram, levando a empresa a retornar ao Steam sob pressão financeira. A decisão de evitar a loja da Valve acabou por limitar sua visibilidade e prejudicar seus resultados.
3. Electronic Arts (EA)
Com a criação do Origin em 2011, a EA retirou seus títulos mais populares do Steam, acreditando que poderia controlar o mercado de distribuição digital. Após anos de críticas e insatisfação do público, a empresa percebeu que sua estratégia não era sustentável e começou a reintroduzir seus jogos na plataforma da Valve em 2019, buscando recuperar a base de jogadores.
4. Square Enix
A Square Enix, famosa por suas franquias como Final Fantasy, optou por lançamentos temporários em exclusividade com outras plataformas. Isso resultou em vendas decepcionantes, com títulos como Final Fantasy VII Remake não alcançando o sucesso esperado. A empresa, então, anunciou uma mudança de estratégia, prometendo lançamentos multiplataforma para evitar novos prejuízos.
5. Take-Two e Gearbox
O anúncio da exclusividade de Borderlands 3 na Epic Games Store gerou um forte movimento de desaprovação entre os jogadores, resultando em críticas severas aos títulos anteriores da franquia. Apesar do pagamento inicial da Epic, a repercussão negativa impactou o lançamento, mostrando que a comunidade de jogadores valoriza a acessibilidade.
6. Bethesda
A Bethesda tentou criar seu próprio ecossistema com o Bethesda Launcher, mas a execução falhou. O launcher enfrentou problemas técnicos e de segurança, levando a empresa a encerrar a plataforma e transferir suas contas de volta para o Steam em 2022. Essa decisão evidenciou o quão desastroso foi evitar a plataforma da Valve.
Conclusão
Esses casos ilustram que, no competitivo mercado de jogos para PC, ignorar o Steam pode levar a consequências financeiras severas. As produtoras aprenderam da maneira mais difícil que a visibilidade e a comunidade de jogadores são essenciais para o sucesso. Para mais informações atualizadas sobre o cenário do agronegócio e outras notícias do Brasil, visite agrobraziltoday.com.
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