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Goleiro Bruno processa a Band e pede R$ 4 milhões por perseguição

Goleiro Bruno processa a Band por suposta perseguição e pede R$ 4 milhões de indenização devido a reportagens sobre sua vida e o assassinato de Eliza Samudio. A juíza negou a retirada das matérias, afirmando que a liberdade de expressão deve ser respeitada.

Por Rubén Pérez · 11 de ago. de 2026, 06:12

Goleiro Bruno inicia processo contra a Band

O ex-goleiro Bruno Fernandes, conhecido por sua condenação no caso do assassinato de Eliza Samudio, entrou com um processo contra a Band, reivindicando uma indenização de R$ 4 milhões. A ação judicial, que tramita na 1ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, é motivada por uma série de reportagens veiculadas no programa "Melhor da Tarde", onde Bruno alega ser alvo de perseguição.

Motivos do processo

Bruno não apenas responsabiliza a emissora, mas também a apresentadora Catia Fonseca, que deixou a Band em 2025. Ele a inclui na lista de réus devido a críticas que ela fez durante o programa, as quais, segundo ele, afetaram sua imagem profissional. Em suas declarações, Catia expressou indignação em relação à sua postura como pai, afirmando que Bruno não se preocupa com o filho que teve com Eliza. Essas falas, segundo Bruno, dificultaram suas oportunidades de trabalho.

O conteúdo das reportagens

O ex-goleiro argumenta que as matérias sobre sua vida, especialmente aquelas que relembram sua condenação por homicídio em 2010, são prejudiciais e desrespeitosas. Em sua petição, ele cita trechos de reportagens que considera abusivas, além de mencionar a fala de Catia, que criticou sua ausência na vida do filho. A apresentadora disse: "Matou do jeito que matou a Eliza, não quer nem saber da criança — que, nesse ponto, a gente dá até graças a Deus...".

A decisão da juíza

A juíza Juliana Gonçalves Figueira analisou o pedido de Bruno para proibir as reportagens e negou a solicitação. Em sua decisão, a magistrada enfatizou que a liberdade de expressão deve ser preservada, exceto em casos de conteúdo falso ou criminoso. Ela argumentou que Bruno, sendo uma figura pública, está sujeito a críticas e reportagens que relembram seu passado criminal, especialmente considerando a relevância do caso na mídia.

Contexto do crime

O crime pelo qual Bruno foi condenado ocorreu em junho de 2010, quando ele foi considerado o mandante do assassinato de Eliza Samudio. As investigações revelaram que ela foi atraída para Minas Gerais e mantida em cárcere privado antes de ser assassinada de forma brutal. O corpo de Eliza nunca foi encontrado, e Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão. Atualmente, ele está preso por descumprir medidas cautelares após um período em liberdade condicional.

Conclusão

O processo de Bruno contra a Band ainda não tem data definida para julgamento, mas ressalta o debate sobre a liberdade de imprensa e os limites da cobertura de casos controversos. O ex-goleiro busca não apenas a reparação financeira, mas também a proteção de sua imagem diante de reportagens que considera prejudiciais. Para mais informações atualizadas, visite agrobraziltoday.com.

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