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Agricultura

BNDES destaca soluções para seca e restauração ambiental na COP17

O BNDES apresentou na COP17, realizada na Mongólia, iniciativas para restaurar áreas degradadas, garantir segurança hídrica e adaptar regiões à seca. O banco destacou projetos em parceria com entidades nacionais e internacionais, reforçando o papel do Brasil no combate à desertificação. Essas ações impactam diretamente o agronegócio, promovendo sustentabilidade e inovação no uso de solos e água.

Por Marcelo Castro · 26 de ago. de 2026, 08:06

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está entre os destaques brasileiros na COP17, a 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), realizada até 28 de agosto em Ulaanbaatar, na Mongólia. O evento reúne representantes de diversos países para debater estratégias de enfrentamento à desertificação e adaptação de regiões vulneráveis à seca, temas de grande relevância para o agronegócio brasileiro e a sustentabilidade no campo.

Brasil foca em soluções práticas contra seca e degradação

Durante a COP17, o BNDES apresentou projetos e propostas voltados para a restauração de áreas degradadas e o fortalecimento da segurança hídrica no Brasil. O banco destacou programas que promovem a recuperação de vegetação nativa em regiões semiáridas e ações de manejo sustentável, fundamentais para conter o avanço da desertificação em áreas como o Nordeste brasileiro.

O enfrentamento da seca e a garantia de água para comunidades rurais e atividades produtivas foram apontados como desafios prioritários. O BNDES ressaltou a importância de investimentos em infraestrutura de captação e uso racional de recursos hídricos para aumentar a resiliência do campo e das cidades, além de apoiar projetos de adaptação climática.

Parcerias e inovação tecnológica marcam participação brasileira

Em seu painel, o banco destacou parcerias com órgãos públicos, ONGs e instituições internacionais para potencializar resultados em restauração ambiental e segurança hídrica. Entre as soluções apresentadas, estão o financiamento de tecnologias para retenção de água no solo, projetos de barragens subterrâneas e apoio à implantação de sistemas integrados de manejo agrícola, que combinam produtividade com conservação ambiental.

O BNDES frisou que o Brasil possui ampla experiência em projetos de larga escala para restauração de biomas e combate à degradação do solo. Os investimentos nessas áreas são vistos como essenciais para garantir competitividade sustentável ao setor agropecuário, proteger comunidades rurais e atender a mercados cada vez mais exigentes em práticas ambientais responsáveis.

Impacto direto para o agro brasileiro

A presença ativa do BNDES na COP17 demonstra o compromisso do Brasil em alinhar sua produção rural às melhores práticas ambientais globais, fortalecendo a imagem do país perante parceiros comerciais. Agricultores e produtores rurais se beneficiam de políticas integradas que combinam produtividade, recuperação de áreas degradadas e acesso a mais água de qualidade, o que pode abrir portas para financiamentos internacionais e incentivos ao agronegócio sustentável.

Próximos passos e importância da agenda ambiental internacional

Com a COP17 em andamento até o final de agosto, o setor agro brasileiro deve acompanhar de perto as resoluções e novos compromissos firmados, tanto no âmbito climático quanto em temas de restauração ambiental. O BNDES, junto com instituições parceiras, deve seguir ampliando o escopo de projetos e o apoio a regiões vulneráveis.

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