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Agricultura

BNDES apresenta projetos para Caatinga e agricultura resiliente na COP17

O BNDES participa da COP17 na Mongólia destacando projetos para restauração da Caatinga e agricultura resiliente, buscando recursos internacionais para fortalecer a segurança hídrica e a adaptação à seca no Nordeste. As iniciativas visam proteger o meio ambiente e garantir o desenvolvimento sustentável para a região.

Por Javier Molina · 26 de ago. de 2026, 06:25

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está participando da COP17, realizada na Mongólia, para apresentar projetos inovadores voltados à restauração ambiental e ao fortalecimento da agricultura resiliente no semiárido brasileiro. Durante o evento, o banco busca internacionalizar suas iniciativas e captar recursos para ampliar ações de segurança hídrica, adaptação à seca e recuperação de áreas degradadas, especialmente na região do bioma Caatinga.

Projetos de restauração na Caatinga em destaque

Entre as propostas levadas pelo BNDES à COP17, estão projetos de recuperação de terras e manejo sustentável na Caatinga, com foco especial em garantir recursos naturais essenciais para as comunidades locais. As ações englobam a restauração de áreas degradadas por meio do plantio de espécies nativas e a implementação de sistemas agroflorestais adaptados ao clima semiárido.

O objetivo principal é promover a adaptação às mudanças climáticas em uma das regiões mais vulneráveis do Brasil. Essas iniciativas reforçam o compromisso do BNDES com a preservação ambiental e o apoio a práticas agrícolas mais sustentáveis, que possam garantir renda aos produtores mesmo em épocas de seca prolongada.

Segurança hídrica e adaptação à seca como prioridade

A preocupação com a falta de água é uma constante para a população do Nordeste brasileiro. Pensando nisso, os projetos apresentados também incluem soluções para ampliação do acesso à água, como a construção de cisternas, barragens de pequeno porte e sistemas avançados de captação e armazenamento de água da chuva. Além disso, o BNDES incentiva a pesquisa e a disseminação de tecnologias para manejo eficiente do solo e da água, essenciais para garantir a produtividade agrícola em períodos de estiagem.

Parceria internacional e expectativa de novos recursos

Ao levar seus projetos para um fórum global como a COP17, o BNDES amplia as possibilidades de obter apoio internacional, tanto financeiro quanto técnico, para incrementar suas ações no Brasil. O banco defende que, ao investir em restauração ambiental e resiliência agrícola, é possível impulsionar o desenvolvimento socioeconômico das comunidades do semiárido, além de contribuir para o cumprimento dos compromissos ambientais do país.

Representantes do banco participam de painéis, mesas-redondas e reuniões bilaterais com outros países e organizações multilaterais, apresentando resultados obtidos em experiências-piloto e defendendo a necessidade de mais investimentos voltados a projetos adaptados às condições específicas da Caatinga.

Perspectivas para o futuro

A participação do BNDES na COP17 reforça a atenção global sobre a importância da Caatinga e das regiões semiáridas para a sustentabilidade do Brasil. O banco espera, nos próximos meses, avançar em parcerias internacionais, captando recursos que possam ser aplicados diretamente no campo e ampliando a escala dos projetos em andamento.

A sociedade civil, produtores rurais e organizações ambientais acompanham com expectativa os desdobramentos das negociações, que podem trazer novos investimentos e assegurar à região Nordeste maior resiliência diante das mudanças climáticas.

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