Açúcar cristal ultrapassa R$ 100 a saca e renova alta nas cotações do CEPEA
O açúcar cristal branco voltou a superar R$ 100 por saca, conforme o Indicador CEPEA/ESALQ, em reflexo de aumento da demanda e ajuste na oferta com a nova safra. Essa alta renova o otimismo do setor produtivo, mas o cenário segue atento à influência climática e tendências do mercado internacional.
Por Joaquín Castro · 26 de ago. de 2026, 06:46

O preço do açúcar cristal branco registrou forte valorização e voltou a ser negociado acima dos R$ 100 por saca de 50 kg, segundo o Indicador CEPEA/ESALQ (cor Icumsa de 130 a 180). Após um período de oscilações, o mercado retomou uma trajetória de alta, reforçando o dinamismo do setor sucroalcooleiro brasileiro.
Trajetória de preços e contexto do mercado
Nas últimas semanas, os valores do açúcar vinham apresentando movimento de recuperação. A demanda interna está aquecida, ao mesmo tempo em que os estoques do produto vão se ajustando ao início da nova safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do país. Essa combinação de menor oferta pontual e forte procura contribuiu para o aumento nas cotações.
Segundo o Indicador CEPEA/ESALQ, o fechamento recente superou novamente a marca simbólica dos R$ 100 por saca, consolidando uma tendência positiva que vinha se desenhando desde o início do mês. O mercado monitora fatores como ritmo de moagem das usinas, variações climáticas e custos operacionais que impactam diretamente a formação de preços.
Movimentação do açúcar e influência internacional
Além do cenário doméstico, o preço do açúcar cristal também é influenciado pelo mercado externo, especialmente devido ao peso do Brasil como maior exportador global da commodity. As cotações internacionais nos contratos futuros refletem não só questões de demanda mundial, mas também fatores como logística, estoques globais e oscilação do dólar frente ao real.
Com as usinas priorizando produção de etanol em alguns períodos, a oferta de açúcar para consumo interno pode apresentar variações, mexendo com a liquidez no mercado à vista. Isso reforça a importância das cotações CEPEA/ESALQ como referência para negociações entre produtores, indústrias e atacadistas.
Impacto para produtores e próximos passos
A superação do patamar de R$ 100 por saca é vista de forma positiva por produtores, que ganham novo fôlego para cobrir custos e planejar investimentos. No entanto, o setor segue atento à influência climática sobre a safra de cana, possíveis mudanças na política de exportação e ao comportamento dos preços internacionais.
Para os próximos dias, agentes do mercado aguardam dados atualizados de colheita, além de projeções sobre o volume de cana processado e eventuais alterações no mix de produção entre açúcar e etanol. O acompanhamento das tendências de preço segue essencial para o planejamento comercial das usinas e dos produtores rurais.
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